Testemunhar de perto a resiliência do meu pet Cebolinha florescer a cada dia foi o que me moveu a escrever o livro "Cebolinha, o Cãozinho Cadeirante". Eu trazia no peito a urgência de espalhar uma certeza: nenhuma limitação física diminui o valor, a dignidade ou a alegria de viver de um ser tão especial.
Hoje, graças a essa caminhada, recebo diariamente mensagens carinhosas de pessoas de todos os cantos. Muitas chegam em busca de um abraço silencioso, partilhando a saudade e a dor do luto por seus companheiros que já viraram estrelinhas. A cada história compartilhada, meu coração se enche de gratidão por conseguir ser ponte e abrigo para um afeto tão sincero. Ouvir esses relatos me reafirma que o amor que dedicamos aos nossos animais atravessa o tempo, permanece eterno e nos transforma para sempre.
À noite, quando o vejo descansar suavemente e contemplo seu focinho branqueado pela geada do tempo, reencontro nesses olhos o mesmo brilho iluminado de sempre.
O Cebolinha não sabe o que significa a palavra superação porque não perde tempo teorizando sobre a própria jornada. Ele apenas vive intensamente — e, ao rodar ao meu lado pelas estradas da vida, ensina-me diariamente a essência do que é amar, acolher e agradecer.
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